Semana Justiça Pela Paz em Casa tem mutirão de audiências de casos de violência doméstica no AC

Semana Justiça pela Paz em Casa terá mutirão com processos pautados na Lei Maria da Penha Mais de 130 audiências de casos de violência doméstica estão pr...

Semana Justiça Pela Paz em Casa tem mutirão de audiências de casos de violência doméstica no AC
Semana Justiça Pela Paz em Casa tem mutirão de audiências de casos de violência doméstica no AC (Foto: Reprodução)

Semana Justiça pela Paz em Casa terá mutirão com processos pautados na Lei Maria da Penha Mais de 130 audiências de casos de violência doméstica estão previstas para ocorrer durante a 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa, iniciada nesta segunda-feira (9) pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). Os processos incluem denúncias de ameaças, violência psicológica, lesão corporal, descumprimento de medidas protetivas e até cárcere privado. A ação segue até sexta (13) nas comarcas do estado. A semana faz parte da celebração do Mês da Mulher e inclui mutirão de processos pautados na Lei Maria da Penha. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Estão previstas audiências na capital Rio Branco e nos municípios do Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Feijó, Senador Guiomard e Sena Madureira, interior do Acre. A primeira ação da semana ocorreu em Feijó. Elizangelo Sousa da Silva foi a júri popular por matar com um tiro de espingarda Elizete Amorim Malveira, de 39 anos, em outubro de 2025. LEIA MAIS: Mais de 5 mil medidas protetivas foram concedidas para mulheres no Acre em 2025; saiba como solicitar Acre investiu menos de 20% dos recursos federais destinados ao combate à violência contra mulher Após denúncia de estupro em alojamento, atletas devem participar de ações de combate à violência de gênero Conforme a presidente do TJ-AC, desembargadora Regina Ferrari, a abertura da semana tem como propósito apresentar para a população que o Poder Judiciário está atento aos casos em que as mulheres sofrem violência dentro do próprio lar. “Lar este que deveria ser o seu lugar, onde ela poderia se sentir protegida e também atuante na criação dos filhos, cuidando do esposo. Mas, muitas vezes, essa missão é entrecortada pela violência quer moral, quer psicológica, quer física, chegando a limites extremos como é o feminicídio. Então, esta semana visa agilizar todos os feitos também que estejam aqui sob a nossa análise”, afirmou. Semana Justiça pela Paz em Casa foi lançada nesta segunda (9) no Acre Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre De acordo com a representante institucional de Políticas Públicas de Proteção a Grupos Vulnerabilizados da Polícia Civil do Acre (PC-AC), delegada Juliana De Angelis, a instituição faz diversas ações durante o ano voltadas não somente para a repressão, como também para prevenção e acolhimento das mulheres. “Temos programas que são reconhecidos nacionalmente como Closet Solidário, na Delegacia da Mulher de Rio Branco, que a gente também já expandiu para a Tarauacá e Feijó. Cada uma dentro das suas estruturas, estamos levando esses programas para o interior também”, disse. Semana faz parte da celebração do Mês da Mulher do TJ-AC Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre Projetos Além do ‘Closet Solidário’, a delegada também destacou o Projeto ‘Bem Me Quer’, que são núcleos de atendimento especializado nos municípios que não possuem a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). “São salas todas estruturadas, de forma lúdica, acolhedora, com brinquedotecas, tudo para quebrar aquele ambiente que pode ser hostil para muitas pessoas, que é um ambiente de uma delegacia de polícia”, detalhou. Segundo a delegada, a Polícia Civil também integrou uma operação nacional chamada ‘Mulher Segura’ e mais de 90 inquéritos policiais foram instaurados. Além disso, também foram feitas remessas de quase 200 inquéritos ao Poder Judiciário. “É um trabalho árduo que a gente faz durante todo ano, mas que, sazonalmente, naquelas datas alusivas, a gente faz o reforço para que a celeridade na conclusão da investigação culmine no julgamento da ação penal e esse agressor ser punido", concluiu. O que é feminicídio? ‘Vozes que transformam’ Durante a cerimônia de abertura da Semana Justiça pela Paz em Casa foi lançada a cartilha “Vozes que Transformam – Uma vida sem violência é direito de toda família”, pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv). A obra é composta de redações vencedoras de um concurso de 2025 de estudantes do Programa ‘Conscientização pela Paz no Lar’. A publicação destaca a importância histórica da Lei Maria da Penha, que completa 20 anos em 2026. As produções mostram as dificuldades que muitas vítimas enfrentam para denunciar os agressores. Entre elas estão a dependência financeira, o medo e a falta de apoio da família ou de instituições. Também destacam os efeitos psicológicos causados pela violência. A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher: (68) 99609-3901 (68) 99611-3224 (68) 99610-4372 (68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel. Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Reveja os telejornais do Acre

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